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  • deboratheobald

Virei a doida dos BL

Atualizado: 22 de ago. de 2022


Para você, que assim como eu, tem um attention span de centavos e sofre para ver/ler qualquer coisa que não seja a timeline do Twitter ou reels de quinze segundos, trago boas novas! Seus problemas em demorar 731452 dias para ver um episódio de uma hora para sofrer com um romance que nunca vai viver acabaram!


O dramas Boys Love - abreviados como BL - produzidos pela Coreia do Sul tem um número de episódios e duração reduzidos se comparados com as produções que são feitas por grandes canais de televisão coreanos, principalmente por serem criações independente e de orçamento limitado - o que é triste -, mas, no momento, que parece durar para sempre, em que não consigo me concentrar por muito tempo em nada, essas histórias mais enxutas tem sido um refúgio e um modo de manter meu vício por romance ativo. Sem falar que, mesmo que com pouco orçamento, atores indies e duração limitada, os dramas entregam tudo e mais um pouco, provando realmente que às vezes pode-se falar pouco, mas bonito.


Cheios de coesão, aclamação, angst, tensão, momentos fofos e que são o sonho das adeptas da igreja momentos de Layana, os BLs podem cair em alguns clichês cansativos - como a necessidade da inserção de uma menina interessada romanticamente em um dos protagonistas para que, desta forma, ele perceba que é LGBT & gosta daquele carinha com quem rola uma tensão estranha -, mas no fim do dia são obras-primas que constroem o amor entre homens de modo sensível, em sua maioria com finais felizes e sob um olhar afetuoso que não vi até hoje em algum produto norte-americano. Apenas a terceira temporada da série norueguesa Skam se aproxima do feito coreano.


Disclaimer necessário: apenas me aventurei nos BLs coreanos justamente pela características da curta duração, apesar de saber que no leste asiático as produções da Coreia do Sul não são pioneiras ou grandes referências no gênero como as tailandesas, por exemplo, que pisam MUITO. Bad Buddy e Kinn Porsche, ME AGUARDEM, ESTOU INDO.


You Make Me Dance

Esse webdrama orginal Viki foi meu primeiro BL. Ali eu percebi o poder E A LIBERDADE que uma produção indie coreana possui quando não precisa seguir certos padrões e conservadorismo que, querendo ou não, permeiam mídia asiática. Cena de pegação entre agiota e devedor? Temos. Bom demais da conta, viu - não tentem isso em casa, por favor; paguem seus agiotas, não durmam com eles, não vai dar certo na vida real!!!!


Resumindo, em You Make Me Dance conhecemos Song Shi On (Chu Young Woo), um estudante de dança que vive sozinho e sacrifica tudo por seu sonho de ser dançarino, e Jin Hong Seok (Won Hyung Hoon) um cobrador de dívidas encarregado de fazer Shi On pagar o que deve pra sua firma de agiotagem. Acontece que Shi On - pretends to be shocked - não tem dinheiro para pagar o que deve, e Hong Seok não vai desistir porque esse é o último trabalho dele antes de dar no pé desse emprego horrível. Dessa forma, os dois se aliam e trabalham juntos para que Shi On ganhe um concurso de dança e com o prêmio pague a dívida.


No meio do caminho, para realmente assegurar que o dançarino não perca o foco no objetivo, Hong Seok vai até morar com ele, o que faz eles se aproximarem e... o resto é história, repleta de cenas de fazer gritar e pular de um lado pra outro em cima da cama, como a sequência em que Shi On dança pra um Hong Seok embasbacado que tem escrito em neon na testa "esse aí é o homem da minha vida" e uma cena de primeiro beijo e declaração que arrancou meu coração, massacrou e depois colocou de volta no peito com carinho e amor. Que sabor, é muito sobre isso e a Coreia sabe.


Recomendo demais You Make Me Dance como porta de entrada para drogas mais pesadas porque, apesar de não ser totalmente perfeito, ele mostra o potencial imenso e delicioso que os BLs reservam para os amantes de romance.


To My Star

Esse aqui bate forte, hein, menina. Esmurra tanto que até teve uma segunda temporada - algo raro pra kdramas e ainda mais BLs -, que eu não vi pois falta coragem de ver meus filhos possivelmente sofrendo.


Basicamente Kang Seo Joon (Son Woo Hyun) é um ator extrovertido e que, após um escândalo bem mal explicado, precisa ser low profile por um tempo. Por obra do destino, e de conhecidos, ele se torna colega de apartamento de Han Ji Woo (Kim Kang Min), um chef sisudo que cuida da própria vida e, de cara, não suporta a personalidade radiante e inabalável de Seo Joon.


No maior ato da história com o uso de grumpy x sunshine, To My Star entrega uma trama repleta de descobrimento, aprendizado em compreender o outro e uma da cenas de confissão mais dolorosas e lindas que já vi, que emula bem como o amor pode machucar, mas quase sempre vale a pena. A dinâmica dos dois protagonistas rende momentos que enchem nosso coração daquela dorzinha boa porque, sendo um romance, sabemos que no fim dali vai nascer uma relação cheia de companheirismo, afeto e cuidado.


Wish You

Disponível na Netflix, o filme conta a história de Kang In soo (idol do grupo MYNAME), um cantor que se apresenta na rua e tenta divulgar seu trabalho por meio de vídeos das perfomances no Youtube e Yoon Sang Yi (do grupo IMFACT), que trabalha em uma produtora musical. Tímido, Sang Yi descobre o potencial e talento de In soo, além de desenvolver um enorme crush pelo artista.


Quando o caminho dos dois se cruzam e In soo começa a fazer parte da empresa em que Sang Yi trabalha, ele se torna o responsável por guiar o cantor na produção de seu novo álbum, com a oportunidade de conhecer melhor o alvo de seu afeto, mesmo que ele pareça totalmente alheio ao sentimento e trate Sang Yi de maneira carinhosa e super próxima, porém apenas fraternal.


Wish You é legalzinho. Podia ser melhor, mais brilhante. Parece que faltou algo durante toda a trama, sabe. Mas é ótimo para passar o tempo, ver um romancezinho fofo e apreciar um introvertido apaixonado por um extrovertido e curtir todo o pano de fundo musical.


Where Your Eyes Linger

Um marco na indústria BL coreana, Where Your Eyes Linger é um das melhores produções do gênero que assisti até agora. O roteiro nos conduz pela vida de Han Tae Joo (Han Gi Chan), o herdeiro de um poderoso conglomerado que leva uma vida longe dos holofotes, disfarçando sua verdadeira identidade. Para mantê-lo longe de confusão - porque ô menino que gosta de se meter numa treta, hein - ele conta com seu fiel guarda-costas Gang Gook (Jang Eui Soo) e também melhor amigo e secretamente apaixonado por ele.


Uma coisa que percebi - ou foi pura coincidência entre minhas escolhas - é que os roteiristas de BLs amam um bom grumpy/sisudo x sunshine/extrovertido; e aqui não poderia ser diferente. O clichê melhores amigos para namorados só adiciona ainda mais camadas de angst, tensão, crise de ciúmes mal compreendidas por quem as tem, e refrescos a um roteiro muito bem construído e que nos deixa com o coração na boca pensando "agora vem aiii, declaração, Tae Joo percebendo o que tá rolando e parando de iludir inconscientemente o melhor amigo, beijo, eles sendo domésticos for real", só pra no segundo seguinte gritar de frustração e ter que esperar até o último segundo para ver o final feliz merecido se realizando.


Os atores também possuem uma química absurda e transmitem muito bem com o olhar e linguagem corporal as complexas e complicadas nuances do relacionamento entre Tae Joo e Gang Gook. Por vezes co-dependente demais, com a balança do poder desigual, com atitudes que magoam e são motivadas por não compreenderem o turbilhão de sentimentos que agita o interior, a relação dos dois é uma montanha-russa da transformação da amizade para o amor romântico, com todo o peso, medo e implicações que tomar esse passo traz.


Semantic Error

Um haters to lovers desses, bicho

Cultural reset. Showstopping. Revolucionário. Poetic kdrama. Perfeição em seu estado mais puro. Esses são apenas alguns dos argumentos que posso usar para tentar - foco no tentar - descrever o que Semantic Error me fez sentir, já que me falta coesão no maremoto de sentimentos que minha mente se torna toda vez que penso em falar desse drama. Pois saibam que sempre há uma parte da minha mente pensando em Chu Sang-woo (Jae Chan) e Jang Jae-young (Park Seo-ham), esses dois idiotas que se odeiam, mas no fim acabam bem assim:

Eles se conhecem quando Sang-woo, um nerd inteligentíssimo do curso de Ciências da Computação, decidi colocar apenas o nome de quem realmente fez um trabalho em grupo que envolvia diversos estudantes de outros cursos da universidade; ou seja, só ele. O problema é que os alunos preguiçosos ficam revoltados, dentre eles ninguém mais do que Jae-young, já que ele é um formando de Design, com diversas oportunidades de emprego o esperando, e que agora repetirá o último semestre por ter reprovado na matéria por "culpa" de Sang-woo.


Entretanto, quando Jae-young percebe que não conseguirá fazer Sang-woo mudar de ideia e inserir seu nome no trabalho ele decide se vingar no maior estilo olho por olho, infernizando a vida do menino. Uma coisa que você, caro leitor, precisa entender sobre Jae-young é que ele é gostoso. e estiloso. e descolado. e muito cool. E o mais importante de tudo, ele sabe disso! Ou seja, ele exala a aura de confiança que só pode ser emulada por alguém que é extramente bonito desde o berço, então ele vai de irritantemente confiante, bad boy e aquela energia "I don't care" pra um ótimo amigo, inteligente e um descolado "eu te amo e você vai ficar comigo, sim, porque eu sou um partidão", mas de um jeito fofo, muito rápido. Não é a toa que o plano dele de irritar até a morte Sang-woo acaba fazendo o coitado se apaixonar por ele e entrar em colapso já que Jae-young é o seu oposto, uma vez que o estudante de Ciências da Computação é organizado até demais, nunca relaxou um dia em sua vida e tem uma rotina rígida, planejada segundo a segundo. O roteiro não chega a nomear, mas muitos telespectadores, eu inclusa, acabam lendo o personagem de Sang-woo como alguém dentro do espectro autista.


São oito episódios, com mais ou menos vinte minutos cada, que entregam tudo, recheando nosso coração com um conteúdo de tamanha qualidade que só assistindo para entender tudo que estou tentando transmitir com esse amontoado de palavras. O desenvolvimento do relacionamento dos dois é impecável e a transição entre te odeio, para talvez não mais tanto assim, opa por que meu coração tá acelerando?, só quero beijá-lo e sair correndo, é sutil, mas esmurra Sang-woo, e nós, quando chega. Angst, dor, sofrimento, claro que temos, mas também somos agraciados com cenas que nos derretem pela doçura, afeto e por mostrarem fisicamente o quão confortáveis os dois se tornam um com o outro e o quanto se gostam romanticamente (volte para a dupla de gifs acima para SENTIR o que estou tentando descrever) e também como a autoconfiança ilimitada de Jae-young se projeta em Sang-woo e o jeito organizado e metódico de Sang-woo traz mais foco e objetivo para a vida de Jae-young. O par perfeito e mais bem equilibrado de todos, dreamnáticas.


Caso precisem de mais argumentos ainda para sair correndo desse post (depois que terminarem de ler tudo, claro) e abrirem o Viki saibam que indiquei essa obra-prima para Vanessa, ela viu e entrou para o mundinho Sang-woo e Jae-young também. Vão duvidar do bom gosto da lenda? Melhor não, né.


Bônus: somos agraciados com essa OST de milhões, Romantic Devil - Coldin.


Blueming

Esse aqui militou, militou muito e militou bonito, hein.


Cha Si Won (Kang Eun Bin) cresceu ouvindo de sua mãe que seu corpo era inadequado, errado, grande demais, gordo demais, feio demais. Cresceu com um pai que foi embora, que jogou toda a carga emocional e de responsabilidade em cima de uma mãe, que (não) lidou com seus tramas e (não) tentou consertá-los incutindo-os nos filhos.


Com isso, ele entra em uma rotina rigorosa e exaustiva de restrições alimentares e exercícios. Ao crescer, o corpo vai ficando mais fino, delgado e bonito aos olhos da mãe. Ao mesmo tempo, o interior de Si Won vai se retraindo, se escondendo, pedindo socorro silenciosamente, guardando toda dor, mágoa e machucados onde não podem ser acessados para que deem espaço a uma sombra de si, uma imagem que projeta uma autoconfiança arrogante e popular que talvez não se sustente na verdade de seu ser.


Por isso, ao menor sinal de ameaça a sua áurea de mais querido e bonito entre os amigos, Si Won se retrai, hostiliza e se afasta. A ameaça nesse caso é Hyeong Da Un (Jo Hyuk Joon), um jovem talentoso, leve, tranquilo, de sorriso fácil. Seus pais são famosos diretores e ele cresceu sozinho, isolado na solidão de filho único e pais ocupados. Apesar do distanciamento frio de Si Won e da tentativa de criar uma pequena rivalidade, a conexão entre os interesses mútuos e a linha que liga ambos os corações é maior.


Quando os dois mundos colidem, uma explosão azul eclode, com tons de medo, insegurança, negação de sentimentos, mas, acima de tudo, de carinho, cuidado, admiração, apreciação dos pequenos detalhes que na grande pintura formam a pessoa que te atrai, te faz sorrir de maneira boba, aguentar a vergonha mortificante de cair de bicicleta em meio a vários desconhecidos e te dá uma cartela de passes para visitar sua casa quando quiser, já que a sua é vazia e fria.

Blueming é sobre o encontro de Si Won e Da Un e como isso repercute em suas vidas e em seus corações, como o encontro forma ondas que rebentam em pedras pontiagudas, jogam água salgada em feridas, mas também refrescam em um dia quente, proporcionam a sensação exultante de pisar em um lugar novo, macio e morno como a areia, e mergulhar no fundo azul escuro que existe logo após a superfície.


Blueming é, também, sobre a relação com nossos pais, sobretudo com as mães. O confronto entre Si Won e sua mãe, após a publicação do filme roteirizado e dirigido por ele, inspirado em sua infância, que lhe concede o poder dolorido, mas liberador, de revisitar as memórias passadas e reconhecer a dor que lhe foi infligida, é um soco no peito, de uma dose cavalar de escrita sensível e magistral, captando com detalhes nus e crus como o amor fraternal e a mágoa coexistem, às vezes em níveis iguais.


Blueming, por último, mas acredito que mais importante, é um encontro com si mesmo. De Si Won com Si Won. Encontro proporcionado graças a Da Un ter cruzado sua vida, movido algumas pedras do caminho para jogar luz nos sentimentos que se escondiam lá no fundo. Encontro proporcionado pelo amadurecimento de Si Won, pela busca por si, por expressar sua arte no entremeio de expressar a si mesmo. Na coragem de se reconhecer, com todas as dúvidas, inseguranças, defeitos, mas também talento, empatia e capacidade de diálogo e perdão, e se aceitar. Bem como é.


Nobleman Ryu's Wedding

Um BL histórico? Pensei "esse momento é MEU". Pena que faltou um tiquinho de aprofundamento e, sei lá, ~ousadia~ (não literalmente, mais metaforicamente, if you know what I mean)


Ryu Ho Seon (Kang In Soo) se casa com Choi Hwa Jin (Cha Soo Jin), porém durante a lua de mel descobre que sua esposa na verdade é Choi Ki Wan (Han Se Jin), o irmão de Hwa Jin, que acobertou a fuga da irmã, que se recusava a casar por conveniência, se vestindo como ela para ganhar tempo até que consigam trazê-la de volta para assumir seu papel como esposa.


Claro que nem tudo é tão simples quanto parece e quanto mais eles demoram para encontrar Hwa Jin mais a situação de Ho Seon e Ki Wan se complica, com o perigo iminente de alguém descobrir a farsa, já que uma cunhada odiosa, uma mãe curiosa e um melhor amigo apaixonado pela esposa dos outros estão rondando os dois. Para piorar essa confusão toda, os dois começam a se aproximar...com momentos que os fazem prender a respiração...e sentir um frio na barriga...e pensar...oh...


Toda essa trama rende cenas bem engraçadas e outras cheias de tensão sexual - a cena do marido tirando as medidas da "esposa" u-a-u -, mas, como disse, senti falta de um algo a mais, mas mesmo assim vale a pena assistir, afinal é curtinho e ótimo para passar o tempo (já disse como amo a pequena duração dos BLs? ME INDIQUEM DRAMAS/WEBDRAMAS CURTOS ME ALIMENTEM!!!!).


A First Love Story

Eles tinham 15 minutos, foram lá e fizeram história.


Jae Sung (Kim Hyeong Won) anuncia para seu melhor amigo, Min Kyu (Jung Jae Woon), repentinamente, que irá se alistar no exército. Surpreso e se sentindo estranho e incomodado com a notícia, em um turbilhão de emoções, a confusão toma conta, e tudo que ele parece ter mantido confinado por anos de si e de Jae Sung vem à tona com a iminente ausência do amigo.


Com uma confissão desesperada no calor do momento, que é retribuída com certeza e segurança pelo outro lado, o que se segue são minutos e minutos - muitos poucos minutos, eu ficaria dias vendo esses dois apesar do meu lapso de atenção - preenchidos pelos nossos suspiros por causa dos diálogos fofos, do olhar para baixo e um sorrisinho de canto, em um misto de vergonha e encantamento, de Min Kyu diante das palavras de apreço e afeto de Jae Sung e da delicadeza com que o roteiro consegue construir e, mais importante, transmitir a ternura e o amor entre os dois personagens de forma tão sucinta, porém contundente.


Ai, sei lá, gente, só ASSISTE, sabe. São quinze minutinhos que vão te encher de paz, bons sentimentos, quentinho no coração. Clique AQUI pra parte 1 e AQUI pra parte 2 e se joga. Pode me agradecer depois.


Por enquanto, foi isso que vi de BLs. Estão na lista de prioridades pra assistir em seguida ASSIM QUE MEU CÉREBRO DOIDO PERMITIR: Kinn Porsche, Bad Buddy, Not Me, HIStory3: Trapped, To My Star 2, Cute Pie, Color Rush, Cherry Blossoms After Winter e Kissable Lips. VEM AI UM DIA, enquanto isso, por favorzinho, assistam alguma dessas obras-primas, garanto que vai ser bom d+++.

1 Comment


neereis
neereis
Aug 14, 2022

Minha lista crescendo e crescendo depois dessa postagem!!

EU AMO A SUA ESCRITA E AS SUAS INDICAÇÕES!!

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