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Vincenzo: Referências, Relacionamentos e Reflexões


Nosso estado de espírito.

Não só de análises enxadrísticas vive a Unit V+M. Somos mulheres, somos românticas, somos emocionadas e, como filhas do AO3, temos muito a dizer sobre a trajetória, o crescimento e os relacionamentos do com-cinco-colheres, Vincenzo Cassano, e a sua família. O mapa relacionamento cedido tão generosamente pela tvN foi jogado pela janela assim como os gangsters que ousaram cruzar o caminho do nosso Kikiki e desde fevereiro assistimos a um mafioso solitário e sombrio ganhar uma esposa — só falta a certidão ser assinada, não aceitamos questionamentos, quem discordar é só tratar com a gerência — e uma família peculiar, cheia de talentos e ferozmente fiel.


Assim, nossa segunda postagem (é a última? apenas o tempo dirá!) pode ser dividida em três Rs: referências, relacionamentos e reflexões.


REFERÊNCIAS

A Trilha


Vincenzo tem uma trilha que respeita o silêncio e cresce conforme as cenas. Como muito bem colocado por Debussy, "música é o espaço entre as notas" e nós acreditamos que os temas clássicos escolhidos preencheram as pausas dos diálogos, falando por si sós. Abaixo, análises que costuram a trilha à trama e confirmam o cuidado do roteiro ao pensar em cada detalhe para fazer o drama mais especial ainda. Você pode ouvir o compilado da trilha clicando aqui.


Händel – Ombra Mai Fu

Esta canção toca nos episódios 04 e 17 e dá o tom das cenas em que as mortes do Sr. Hong e da Sra. Oh são choradas por Vincenzo e Cha-Young. A ópera em si foi um fracasso, mas esta canção é uma das mais conhecidas de Händel. Numa tradução livre, temos os belíssimos versos: “nunca houve sombra de uma planta mais cara, mais bela, mais suave”, e é impossível não pensar nas raízes dessas plantas que se foram e que deixaram dois belos frutos para seguirem semeando as histórias das duas famílias.


Puccini – Nessun Dorma

Última cena do 4º episódio, literalmente ordena que "ninguém durma" e o "vincerò" do Vincenzo, enquanto contempla as chamas de Babel Farmacêutica e obriga o grande vilão do drama a sair de seu esconderijo e colocar a cara no sol, é um deleite! Mas queremos ir além e pontuar aqui a consolidação da parceria Chayenzo com a história narrada no último ato da ópera Turandot, momento no qual toca esta ária: a princesa Turandot odeia todos os homens devido a alguns traumas familiares e, porque precisa se casar, planeja três charadas que, se não decifradas, matam os candidatos ao casamento. Um príncipe desconhecido apaixona-se por ela porque compartilha da mesma natureza fria da princesa e, para nós, este foi o começo dos pontos que entrelaçam nossos protagonistas.



Verdi – L’onore l’adri (ep 04)

Num dos momentos "tia divorciada" do Vincenzo, em que ele está vestindo seu pijama de seda e segurando uma taça de tinto enquanto assiste à ópera Falstaff, os paralelos com o drama não poderiam ser mais claros: a trama pode ser resumida como "uma comédia de vingança e lição de honra" e qualquer semelhança não é mera coincidência. Durante os três atos da ópera, muita confusão é mostrada, mas há a garantia do final feliz enquanto dois personagens se casam (tivemos beijo!) e um grupo canta que "ri melhor quem ri por último".


Debussy – Clair de lune (ep 07)

Enquanto Vincenzo e a testemunha em potencial no processo conta a Babel observam a pintura de Delacroix, "Liberdade Guiando o Povo”, os paralelos são traçados com a cena final do episódio, momento em que o Geumga Plaza, desajeitados como sempre foram, descobrem que podem fazer muito quando juntos e remontam a arte acima citada ao bradarem com seus corpos a liberdade retratada. O tema escolhido foi eternizado pelas mãos de Edward Cullen e sempre foi algo poético demais. Mas ao analisar a composição desta melodia tão cativante, que faz parte da Suite Bergamasque, imediatamente conseguimos remeter o som à cena: bergamask é um tipo de dança desajeitada/exagerada que palhaços fazem; também, no poema Clair de Lune (Paul Verlaine) que inspirou a canção, bergamasks são citados no segundo verso de uma estrofe de rimas emparelhadas que amarram os versos entre si, mais uma referência ao pessoal do prédio que, diariamente, amarram-se uns aos outros como unidade.


Vivaldi - Violin Concerto Op. 4 No. 6, I – Allegro (ep 12)

Vincenzo liga para o Babo para deixar claro que, independente do que ele faça ou onde ele se esconda, há formas de encontrá-lo. Este movimento faz parte do conjunto de concertos chamado La Stravaganza e, quase que completamente, são pontuados solos de cordas, o que vemos nessa cena "um a um".


Elgar – Salut d’Amour Op 12 (ep 14)

O primeiro beijo Chayenzo! Foi por causa de um momento armado em que eles fingiam ser outras pessoas? Sim. Foi menos importante por causa disso? NÃO! Edward Elgar estava apaixonado por Caroline Alice Roberts e compôs esta peça, chamando-a de "Liebesgruss" ('Saudação do Amor', numa tradução livre) por causa da fluência de sua amada em alemão, mais tarde mudando o título em definitivo, dando a composição a Caroline como um presente de noivado; o que faz todo sentido já que a cena envolvia um pedido de casamento!


Händel – Lascia ch'io pianga (Lascia la spina, cogli la rosa)

No penúltimo episódio, uma Choi encarcerada canta esta canção que pode ser traduzida como "deixe-me chorar"; o que faz referência ao 2º Ato em que o protagonista da peça apela liberdade ao seu sequestrador. Mas o que nos deixa boquiabertas é perceber os demais versos que, numa tradução livre, anunciam o que aconteceria com a Choi no episódio seguinte: "deixe o espinho, arranque a rosa; você vai em busca de sua dor. O gelo intenso por mão oculta virá quando seu coração não o espera."


Chopin – Polonaise in A flat major, Op. 53

Estamos chorando. A cena fatídica do episódio 19, a sala do Babo, Cha-Young e Han Seo feitos de reféns. Tudo o que se esperava era que Vincenzo garantisse o grande ato de heroísmo de um homem só, o apelido desta canção em piano solo. Deixamos vocês com as palavras de George Sand, romancista francesa, acerca desta composição: “A inspiração! A força! O vigor! Não há dúvida de que tal espírito deve estar presente na Revolução Francesa. A partir de agora esta polonaise deve ser um símbolo, um símbolo de heroísmo!”. Nós precisamos dizer mais alguma coisa?


Mozart – Lacrimosa (ep 04)

Cha-Young despediu-se do pai e toda aquela sequência dilacerante durante o funeral do Sr. Hong foi embalada pela missa fúnebre composta por Mozart, quem não conseguiu finalizá-la devido à própria morte, sendo completada pelos amigos e discípulos do músico: a nova formação da Jupiragi te diz alguma coisa? Tudo o que o Sr. Hong começou, vimos ser concluído com o fim do drama, tal qual a canção.


Várias outras composições clássicas deram o tom perfeito ao longo do drama, como a Sonata Pathetique Op. 13, 1st mvt, de Beethoven, tanto no primeiro episódio quando Vincenzo vê os moradores do Geumga pela primeira vez, quanto no 18º antes de Mi-ri ser sequestrada; Il barbiere di Siviglia, de Rossini, em muitas cenas de comédia; o Concerto No. 18 in E minor, de Viotti, durante o incêndio no vinhedo no piloto e no episódio 18, depois do Vincenzo atirar na orelha do Babo; Flight of the Bumblebee, de Rimsky Korsakov, durante o 6º capítulo na cena das vespas no tribunal; Partita BWV 1004, de Bach, e Va pensiero, de Verdi, durante várias cenas ao longo do drama; O Sole Mio, de di Capua, cantada pelo presidente do FC do consigliere, nada mais apropriado porque, traduzindo, o título da canção é "meu sol" e todas as explicações tornam-se desnecessárias; e Intermezzo from Cavalleria Rusticana, de Mascagni, sempre que a trama mostrava cenas de sentimentos conflitantes, como a recepção do Geumga, após Vincenzo sair da cadeia (ep 11), o conforto da família Cassano quando da morte da Sra. Oh (17) e na despedida do mafioso antes de retornar à Itália (18).


As Aves


O corvo, na cena mais aguardada do drama, o desfecho que aguardava o grande vilão, nos fez refletir sobre o uso dessa ave, em particular. Em culturas europeias os corvos representam a encarnação do mal e, às vezes, o próprio Diabo; o que poderia ser traduzido como o Demônio vindo buscar pessoalmente seu pupilo Jang Jun-Woo. Na Coréia do Sul, por exemplo, o Samjok-o (corvo de três patas) é "um símbolo do céu, da terra e do homem, e um mensageiro da alma coreana, com a criatura sendo também representada na cor dourada, em uma representação do sol," talvez o prenúncio de um novo amanhecer sem o Babo, nessa mediação entre morte e vida, celestial e carnal; ao mesmo tempo em que o país vê os corvos como símbolos de má sorte e presságios da morte: e o corvo comer o Babo vivo seria o selo definitivo no terror que fora imputado enquanto ele esteve vivo.


Nosso querido Inzaghi, por sua vez, tem diversos significados atribuídos à sua figura de pombo: amor, promessa, devoção, divindade, sacrifício, maternidade, ascensão, esperança, mensageiro. Este último significado é forte no cristianismo, pela representação do Espírito Santo, mas também porque este foi o animal encarregado de avisar a Noé quando era seguro sair da arca após o dilúvio. Pombos estão, quase sempre, em grupo, uma analogia para a família que o Vincenzo encontrou ao pisar no Geumga Plaza. No Japão, relacionam esta ave com o deus Hachiman, símbolo de paz, enquanto que no Brasil, chamados de ratos de voam, os pombos são vistos como uma praga e se Vincenzo fosse BR a gente diria que ele estava sendo incumbido de dedetizar o local, rs. Brincadeiras à parte, na Coréia do Sul pombos têm significado positivo e trazem boa sorte e boas notícias, tal qual nosso querido Inzaghi diminuindo a solidão do Vincenzo ou salvando ele da morte no ep 14.


A Pintura do Final


Apesar de algumas obras de arte terem sido vistas durante o drama, como a emblemática pintura de Delacroix, acima citada, nós queremos focar naquela que aparece no episódio final e que, sem dúvida alguma, consegue resumir a trajetória de Vincenzo Cassano. O reencontro de Cha-Young e Vincenzo, após um ano de todo o fim do embate contra a Babel, se dá em frente a Os Sete Atos de Misericórdia, de Caravaggio. Na obra, vemos a dualidade entre sagrado e profano, retratando a aflição humana sendo alcançada pelo perdão celestial, ao combinar num único cenário as sete obras de misericórdia: enterrar os mortos, visitar os presos, alimentar os famintos, proteger os sem-teto, vestir os nus, visitar os enfermos e dar de beber aos sedentos.


Durante os vinte episódios do drama, ainda que inconscientemente, nosso anti-herói cumpriu cada um dos atos listados acima, mas gostaríamos de chamar a atenção para um detalhe posicionado ao fundo: o personagem que ilustra o ato de matar a sede é Sansão, homem eleito por Deus para, sozinho, trazer castigo sobre os filisteus, e que também era falho e cheio de defeitos, como nosso protagonista, mas que cumpriu sua tarefa com heroísmo por causa da graça de Deus, tal qual o Sr. Cassano e, por graça de Deus, invocamos o que Ariano Suassuna diz em O Auto da Compadecida porque "Jesus às vezes se disfarça (...) pra testar a bondade dos homens" e toda a construção da Família Cassano acaba sendo uma mera consequência.


Não menos importante, a pintura traz contrastes de luz e sombra, o que entendemos como uma metáfora metalinguística (isso existe, Pasquale?) ao próprio título da obra, porque a luz remete à misericórdia que, diariamente, as sombras dentro de nós alcançam; numa alusão à conversa que o Vincenzo teve com o monge e percebeu que ele nunca chegará "a ser Buda, mas às vezes receberá um sorrisinho dele". Um outro detalhe peculiar (e que nós amamos!) é que Caravaggio, ao ser condenado por assassinato, foge de Milão para Nápoles, mas é em Malta que ele se estabele antes de partir para a Sicília em busca do perdão papal. Ai, esse roteiro... ele nos contempla em cada detalhe!



RELACIONAMENTOS


Quando Vincenzo chegou ao Geumga Plaza ele estava praguejando a Coreia; decidido a cumprir o objetivo de retirar o ouro do porão do prédio e ir embora o quanto antes. Ele não imaginava que o verdadeiro ouro que ele levaria para a vida inteira era aquele que foi depositado, a cada episódio, em seu coração; como bem disse o Monge, uma vez que o tesouro real era as pessoas que lá moravam e que, paulatinamente, se revelavam a família coreana que ele nunca teve. Nós somos apaixonadas pelo plot “found family” e Vincenzo nos deu isso de uma forma belíssima!

O primeiro estranhamento do nosso protagonista se deu porque ele, um órfão que também perdeu os pais adotivos, não apenas reencontra a mãe biológica ao retornar para a Coreia, mas também uma figura paterna que o chama para dentro de casa; irmãos e irmãs que fazem o versículo bíblico sobre “amigos mais chegados que irmãos” ser completamente relevante. Todo o processo de cura interna quanto às questões familiares só foi possível porque a família de coração o apoiou para que ele conseguisse se abrir para a família de sangue, para que ele conseguisse entender que, diferente do que pensara a vida inteira, ele era digno de amor e, mesmo sendo um mafioso que coleciona mortes e torturas no currículo, poderia ter pessoas ao seu lado que o acolhem por quem ele é.


É tão bonito ver como o pessoal do prédio, ainda que bastante diferentes uns dos outros, se completam e coexistem tal qual planetas em órbita própria, mas dentro do mesmo sistema solar. É lindo ver o quanto eles se cuidam e emocionante demais quando, na morte da mãe do Vin, todos eles fecharam seus comércios “por motivos pessoais” porque numa família, quando um sofre, todos doem. Para além do prédio, o agora Cassano Geumga Family, a família Cassano fez suas bases sólidas e fincou raízes não apenas no alicerce do prédio, mas nos corações daqueles que se permitiram aventurar pelos 20 episódios desse drama que serviu absolutamente tudo.


REFLEXÕES

Cha-Young e Vincenzo não tiveram um começo amistoso. Durante os primeiros episódios sempre os encontramos discutindo, se provocando e trocando olhares de acusação, isso em grande parte porque lutavam de lados opostos: Cha trabalhava para Wusang, que levava a justiça àquele que paga mais, e Vincenzo se uniu justamente à firma Jipuragi, comandada pelo sogro, quer dizer, pai de Cha-Young. Cada um com suas motivações, vimos Cha-Young tentando proteger o pai mesmo trabalhando para Wusang e Vincenzo se atentou a isso, tentando ajudá-la a remendar seu relacionamento com o genitor, afinal: “arrependimento é pior coisa vida”. Mas o conselho de Vincenzo não foi suficiente e logo quando Babel deu a primeira (de muitas) demonstrações de sua crueldade, Cha-Young decidiu ser a advogada obstinada que precisava ser para vingar seu pai; juntando forças a Vincenzo para que, juntos, pudessem derrubar Wusang e Babel... e foi aí que nasceu Chayenzo. E o nosso desgraçamento mental.


Diferente da proposta de seu pai, Cha-Young não pediu para que Vincenzo fosse o diabo que iria destruir a Babel. Ela pediu sua ajuda, ciente dos métodos não-tradicionais dele e se colocou em pé de igualdade, disposta a dividir não só os louros da vingança, mas também os fardos, a se responsabilizar por tudo que estavam fazendo. E isso foi suficiente para que Vincenzo, sempre arma e nunca companheiro, a recebesse de braços abertos nos bastidores do jogo. Cha-Young nunca questionou Vincenzo e Vincenzo nunca questionou Cha-Young, a confiança era mútua e profunda. Como John Park canta em I’m Always By Your Side, era difícil ver um sem o outro e vê-los separados causava estranheza. A intimidade e a sintonia criada pelos dois era quase instantânea: elas vinham em forma de conversas diretas, toques discretos (que iam ficando não tão discretos assim) e vulnerabilidade. Ela trouxe cura para ele; ele despertou a bravura dela.


Em um dos meus diálogos favoritos (Mari), no episódio 10, Vincenzo pediu perdão para Cha-Young ao avisá-la que teria que quebrar uma promessa feita em episódios anteriores e Cha-Young, sem hesitar, o liberou, dizendo: "eu te deixo quebrar a promessa. Promessas podem ser quebradas quando é necessário.” Nunca vimos culpa ou julgamento, de fato vimos desconforto em alguns momentos, mas o que sempre prevaleceu foi compreensão e disposição dos dois de se aceitarem (e se amarem) por completo.


O fato de eles não terem ficado juntos, de papel passado ou dividindo o mesmo teto 24/7, não quer dizer que eles não tenham ficado juntos; que não estejam juntos. Este não é um romance girassol em que um depende do outro e durante todo o drama Vincenzo e Cha-Young se permitiram se conhecer e se abrir um para o outro, se escolheram na melhor forma que a palavra pode ser traduzida e no melhor estilo “old married couple energy”. Aos poucos, ele foi revelando a ela o seu mundo, foi confidenciando seu passado e testando até onde podia ir. Aos poucos, ela foi trazendo ele pro mundo dela, mas sem pretensão nenhuma de mudá-lo porque ela, ciente de quem ele era, o escolheu mesmo assim, naquele estilo da música da Sandy que diz “eu escolho você com todos os seus defeitos e esse jeito torto de ser, eu escolho você, destino imperfeito, todo carne, osso e confusão (...) todo carne, osso, pele, boca e coração.”


Chayenzo nasceu nos intervalos dos 178 sorrisinhos (Mariana, realmente, conta um) de lado e nos detalhes da convivência que as cenas não mostravam, mas que a gente sempre soube que existiam. O drama era mestre em retratar intimidade forjada naquilo que não ia para o ar e voltava em lampejos por meio de flashbacks. Vincenzo e Cha-Young formam uma dupla perfeita porque um não precisou se anular ou mudar quem é para estar com o outro, literalmente, foi aquela divisão de almas que ela lhe falou no aeroporto, que ele usou no último cartão enviado. Eles já eram eles mesmo antes de ser; nós sabemos disso e as entrelinhas confirmam. Eu (Mari) digo que posso fazer um banquete com migalhas e o drama nos proporcionou, no episódio final, uma sensação de saciedade de lamber os dedos!


Para encerrar essa reflexão, retornamos para uma cena que pode parecer sem importância, mas que marca o início da passagem de tempo: Cha-Young caminhando pelo pedacinho de terra correspondente ao seu vinhedo, batizado de “Vincenzo Cassano 1+1”, e dizendo que dará o seu melhor para “fazer vinho com essas uvas baratas”. Assim como o processo de produção de vinho, nosso protagonista passou por inúmeras transformações internas que o quebraram em pedacinhos para que ele transformasse quem ele achara que era na pessoa que ele, realmente, era. E o processo de maturação, seja do vinho, seja do sentimento, é o que preserva o sabor; é o que aprofunda os sentimentos regados pela saudade do 1+1 que, pra gente, não precisa mais esperar para ser 2.


PS: para conhecer melhor sobre o que eles conversaram acerca da "ponte de pombos" e do dia 07 de julho, e entender um pouco sobre essa simbologia do passar-um-único-dia-do-ano-juntos, basta clicar aqui.

Para Vincenzo, com amor, nós.

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