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Encounter: mergulho num mar de poesia



Eu comecei a assistir a Encounter porque estava morrendo de saudades da bela face do Bogum (ledo engano, agora estou com ainda mais saudade!). Eu terminei de assistir a Encounter e a sensação que tenho é de que as estruturas do pré-sal dos meus sentimentos foram abaladas. De forma bonita, de forma pesada, de uma forma que eu ainda não sei explicar. O único jeito foi abrir o bloco de notas e deixar os dedos correrem pelo teclado enquanto ouço a OST desse drama que eu gostaria de ter escrito. Porque se parece comigo. Porque se parece com algo que eu gosto. Porque me faz pensar, de um jeito bem egoísta, que se parece com a minha escrita.


"Todos os dias em que nos encontramos são milagres."

Amor não é uma coincidência. E o amor dos protagonistas era como o mar: da Coreia, do Caribe. Em meio aos tsunamis de uma família que a "vendeu" para outra família, de um divórcio que a mantinha amarrada às convenções sociais, de sentimentos que, à distância, pareciam fortes resistentes à rebentação, ela descobriu a beleza que reside na fragilidade dos castelos de areia. Em meio à tranquilidade que o azul salino traz, às correntes de água que lavam a alma e despem o medo de quem ousa mergulhar, ele fazia da própria vista o horizonte. Assim, vislumbrando o pôr do sol de Havana, o primeiro encontro. E um dia inteiro de mãos dadas com a possibilidade, com a vontade crescente de ancorar nas águas do outro.


"O amor pode continuar somente até certo ponto. (...) Por que você viveria de memórias? Precisamos viver para criá-las."

Amar é se aventurar em mar aberto. E suportar o fardo do não dito, do não vivido, da suposição, do achismo pela perspectiva do outro fez com que bancos de areia dificultassem a navegação. Um mais um são dois, certo? Também. Em Encounter, eu aprendi que um mais um também é um. Eu conheci um jovem do coração maior do mundo (o filho perdido da Jane Bennet e do Charles Bingley! o irmão caçula do Ted Lasso) viver pulando ondas, contando histórias, florindo seu caminho de sorriso, fotografia e poesia. Eu conheci uma mulher que se anulou tanto que não restou nada... ou quase; e do quase ela fez boia, molhando os pés aos poucos, aprendendo a mergulhar em si, nele, no sentimento que outrora era salgado como lágrima de tristeza, mas que descobriu ser salgado como mar em dia de sol.


"Terminar com ele. Isso também é amor."


E era. E eu me vi ali. E eu senti ali. E revivi, ali, até aquilo que não vivi. E fiquei pensando em como, às vezes, a gente busca a felicidade, mas é tão infeliz no caminho que se acostuma a ser triste, aprende a não reconhecer a felicidade quando ela, finalmente chega. Porque ela chega. Em dia de maremoto ou marola; mas vem. Como espuma no meio do mar. Quantas vezes "jogamos seguro" e preferimos o que parece "mais certo" apenas para continuar remando pelo caminho já conhecido, aquele iluminado pelo céu nublado do presente? Acaso só há mar aonde a luz do farol alcança?


"Eu vi meus sentimentos que apenas eu não conhecia. Estou sorrindo em todos os momentos que passei com você. Não percebi que poderia sorrir de um jeito feliz."

Há mar. Há mais. E existe alguém que apenas eu desconheço porque esse alguém só aparece quando eu me permito viver dentro desse meu alguém que eu mostro só pra mim. É um outro eu que sou eu, mas que só se permite aparecer quando comigo, quando longe das vozes da minha cabeça, quando distante da ideia que construí sobre mim mesma. Eu vi isso em cada detalhe desse drama. Eles queriam tomar os baques sozinhos, amortecer a dor do outro, mas descobriram, juntos, o balanço das ondas e aprenderam a remar. Remando, descobriram como remar.


"Entre a infinidade de estrelas, uma olhou para mim. Entre uma multidão de pessoas, eu olhei para aquela estrela."

Encounter é poesia audiovisual onde cores, fotografias, quadros, músicas e, claro, o mar e o amor são protagonistas. As horas passam como se vivessem, as cenas dizem como se vivessem, as relações pessoais se apresentam como se vivessem enquanto Cha Soohyun (Song HyeKyo) e Kim Jinhyuk (Park BoGum) nos encantam enquanto misturam seus mares num oceano de sensações.



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