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As Grandes Mulheres de Little Women: 05 motivos para assistir ao drama


As irmãs March andaram para que as irmãs Oh pudessem correr.

Little Women, escrito por Louisa May Alcott, conta a história das Irmãs March (Jo, Meg, Beth e Amy), desde a infância até a vida adulta, sendo um clássico completamente encantador, seja pela narrativa, seja pelas personagens, e que fora adaptado para o cinema algumas vezes. Quando vimos que sairia um remake coreano, estrelado pela incrível Goeun, vibramos e nos mantivemos muito curiosas para saber como seria essa adaptação em tempos modernos e urbanos. Após os dois primeiros episódios, percebemos que a releitura usaria como base apenas alguns aspectos da trama literária e, se você, assim como nós, leu o livro ou acompanhou os filmes, vamos listar as principais semelhanças percebidas, para que você já vá preparado para consumir uma história completamente nova, mas tão maravilhosa e viciante quanto!


"Eu não tô chorando porque eu tô triste. Eu tô chorando porque eu tô puta."


Nós acompanhamos de perto quatro Irmãs March, mas apenas três Irmãs Oh; o pai das duas famílias é distante, mas a figura materna é completamente diferente. O estilo de vida, em meio às dificuldades financeiras e à pobreza, é similar, como também a presença da tia-avó rica que favorece a irmã do meio por conta de sua notável inteligência e obstinação. A veia artística, no drama, fica por conta da irmã caçula e, para alegria das românticas, temos mais de um interesse romântico na trama. Nessa livre adaptação do romance de 1868, a roteirista Jung Seo Kyung (vejam Decision to Leave!) cria um thriller de 12 episódios sobre sonhos, desejos, intrigas, ganâncias, muito suspense e, por que não, amor. Há 70 bilhões de won em jogo, uma orquídea raríssima, fantasmas de Guerra e consciência (ou a falta dela) de classe que costuram uma família pobre a uma das mais ricas (e aterrorizantes!) da Coréia: assim nasce e se desenvolve Little Women (As Três Irmãs, Netflix) que, trocadilhos à parte, narra a vida de grandes mulheres!


Assim, elencamos 05 motivos para você assistir a esse drama imperdível!

  • Grandes Mulheres

O que esperar de um drama escrito, dirigido, centrado e protagonizado por mulheres? InJoo (Kim GoEun), InKyung (Nam JiHyun) e InHye (Park JiHoo) são as três protagonistas do drama e o telespectador pode até não gostar de uma (ou todas?) delas (nós detestávamos a caçula irritante!) e este é o ponto central porque elas são reais demais; totalmente relacionáveis ​​em suas imperfeições. O drama mostra como dentro de uma mesma família mulheres que receberam a mesma "criação" têm particularidades e valores distintos: podemos ser realistas como a primogênita, destemidas como a do meio ou egoístas como a caçula; podemos nos ver e nos permitir perceber com naturalidade dentro das escolhas de cada uma delas. HwaYoung (Choo JaHyun) e SangA (Uhm JiWon), por sua vez, são dois nomes gigantescos que roubam a cena e fazem o drama crescer de forma ímpar!



São personagens femininas complexas, distintas, se apoiando quando a proposta era demonstrar os laços de família e/ou amizade, orquestrando os plots mais mirabolantes, completas no que se propõem a contar e viver: com suas camadas, suas falhas, seus egoísmos, seus ideais; com identidades próprias. E abrimos parênteses para enfatizar a delícia que é assistir a Goeun atuar: o que ela fez para dar vida à InJoo foi MAGISTRAL. É a maior da sua geração, falamos com tranquilidade.


  • Roteiro

Centrado em questões socioeconômicas, o roteiro revela-se completamente original, apesar das previsibilidades em tramas sobre o capitalismo e seus desdobramentos na luta de classes. E esse frescor se dá porque a história é centrada numa perspectiva feminina, o que traz novas abordagens ao tema; reinventando a forma de visualização das questões sociais centrais. As personagens, principalmente as protagonistas, são completamente interessantes e distintas, tendo suas próprias histórias e razões dentro do plot principal, fugindo da superficialidade ou artificialidade. Todo o universo criado acerca da orquídea fantasma, sempre no centro de tudo, sempre conectando sua história às histórias pessoais de todas as personagens é genial e nos dá pinceladas de uma distopia muito bem-feita!



As Três Irmãs, conforme o título traduzido, tinham ideais diferentes sobre a vida: enquanto a mais velha acreditava que ter dinheiro resolveria todos os problemas do mundo, e a do meio cria que a justiça era a única forma de estabelecer equidade social, a caçula via na meritocracia a forma de superar a pobreza. E, em meio a todos os aspectos que se desenrolam por conta das visões de cada uma das três, os esforços entre manterem-se fiéis a si mesmas remetem ao clássico Little Women: a pequenez das grandes mulheres constrói um grande universo composto por pequenos detalhes repletos de singularidade; de beleza.


  • Cliffhangers Sensacionais

A gradação dos fatos, dos maiores aos menores, traz complexidade à trama, misturando irrealismo e realismo de forma tão natural que tudo se destaca; se encaixa. E a história é contada de um jeito tão maravilhoso que, mesmo quando a gente acha que sabe o rumo da trama, o efeito surpresa nos acompanha no fim de cada episódio: os 04 últimos capítulos são incríveis e, se você for ansioso, sugerimos que espere para assistir a todos eles, um seguido do outro. Com ganchos no fim de cada episódio, o suspense dita o ritmo e prepara o terreno para as diversas reviravoltas e resultados, por vezes, imprevisíveis.



  • Figurino

O figurino de uma produção visual é, sem dúvidas, um dos protagonistas da história a ser contada. É através de pequenos detalhes que conseguimos entender as nuances das personagens e às vezes, pistas para mistérios a serem resolvidos. Em Little Women, não teria como ser diferente. É observando as roupas e sapatos que conseguimos entender melhor as personalidades que estão envolvidas com dinheiro, corrupção e muitas mortes (e até nelas o figurino tem um papel muito importante).



  • Estética

Desde a abertura, o estilo do drama demonstrava suas qualidades e intenções. Os magníficos planos, no estilo cinematográfico, e as belíssimas sequências das cenas, seja pelas cores dos ambientes ou dos figurinos utilizados, seja pelas peças de arte ou diversidade das flores, são bastante únicas e atraentes. A forma como cada tomada tem um propósito bem desenhado prende o telespectador não apenas pela beleza da cenografia, mas principalmente porque a história te convida a ser observador-participante: quando você percebe, está vasculhando os cenários em busca de pistas para o próximo episódio.

Todos os simbolismos contidos na história a tornam fascinante. As transições entre as cenas, dinâmicas, mas sempre bem detalhadas, demonstra a gradação altamente planejada para manter a atenção do telespectador em meio às tramas rápidas e repletas de informação, mas sem deixá-las confusas. Um ponto que me chamou muito a atenção foram os tons policromáticos desde as tomadas externas às internas; denotando os contrastes de cores entre claro (principalmente na mansão e nos ambientes de Cingapura) e escuro (o apartamento das Irmãs Oh, os cenários sobre tudo o que envolvia plots de guerra) ao traçar paralelos dentro da história.

 

Você encontra as nossas adoráveis pequenas mulheres na Netflix, prontinho para maratonar nesse fim de semana! Recomendamos separar as comidas e dar play sem compromissos marcados, pois é IMPOSSÍVEL conseguir parar!



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