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Alchemy of Souls: todas as histórias de amor são sobre nós

Atualizado: 25 de jan. de 2023


"O que há de tão impressionante no amor?", um personagem de The Interest of Love perguntou durante o 6º episódio. E eu precisei pausar a cena porque tudo o que consegui pensar foi na incrível história de amor que eu, algumas semanas atrás, tinha finalizado. Nem sempre palavras são suficientes para expressar o necessário, por isso sentimentos são transformados em ações: e essa é a magia de Alchemy of Souls (Alquimia das Almas; Netflix), a incrível obra de romance, ação e fantasia das Irmãs Song, que fora dividida em duas partes e, em 30 episódios, conquistou não apenas uma audiência altíssima, mas também o apego do público.


Eu não sou uma "pessoa de fantasia", porque confesso que este não é um dos meus gêneros preferidos, mas o que me chama muito a atenção é que, quando eu gosto de um drama de fantasia, eu não gosto, simplesmente: eu fico obcecada! E não foi diferente com este. E este texto não é uma resenha sobre por que vale a pena assistir a Alchemy of Souls? (porque sim, vale e muito!!) ou algo parecido. Essa junção de palavras atropeladas é sobre a história de amor de Jang Uk e Cho Yeong (que bom é te chamar pelo seu nome, minha preciosa!) porque eles já eram dois antes mesmo de se encontrarem; antes mesmo de serem.

A vida de Uk e Yeong, se passa, principalmente, nas horas e horas e horas de palavras suspensas e fios de silêncios sendo tecidos por cima das nossas cabeças; das cabeças deles. De gestos pacientes e olhos ávidos; que tudo captam, tudo sentem, tudo dizem. E como dizem! Se passa por caminhos escuros iluminados por vaga-lumes, nas noites de acalento em que a insônia, finalmente, é apresentada ao afeto; e o descanso, seja ele físico ou emocional, ganha morada.


No drama, nossos protagonistas vivem o oposto da Cássia Eller nos versos sobre a "sorte de um amor tranquilo" e mais parecem cantar como a Dolores O'Riordan "things wouldn't be so confused (...) but you always really knew I just wanna be with you". E eles se tornaram um dos meus casais preferidos porque trata da patogenia romântica que leva à batedeira uma massa composta por doses de delicadeza, poesia e esperança, mas recheada de impossibilidades, inseguranças e medo. A torta é servida, recheio e massa, a gente come uma fatia de cada vez, recheio e massa, a gente não separa recheio e massa, porque, se a gente olhar bem, a gente também é recheio e massa...


Ok, de volta ao fatídico momento antes dos devaneios culinários.

Eu soube no momento em que te vi: você é meu marido.

É magnetismo que vira os acordes de Fixação do Kid Abelha. É a lei da atração, contos mágicos e goles grandes de poção do amor. É John Ambrose Fleming dissertando, apaixonadamente, sobre a "irresistível energia da atração que faz com que os objetos aumentem o poder"... o poder do amor? O poder do amor. É um cabo de guerra sem força, no jeitinho Tolstói de escrever, dois que se ligam pelos fios do silêncio que os unem... como se estivessem num daqueles momentos mágicos de lua cheia em que passa uma estrela cadente e o relógio marca 11:11, tudo em meio à Aurora Boreal. É código morse com olhar. É magia. Não tem outra explicação.

É estranho. Parece que segurei sua mão há muito tempo. Mas parece que só recentemente segurei pela primeira vez.

E, entre uma temporada e outra, eles se deixam ir, mesmo sem ir. Porque não dá pra separar o azul do oceano. E azul é a cor deles. Porque azul remete a segurança e transmite serenidade. E o sabor do recheio sobrepõe-se à massa. Desanda. Desanda? Não. Eles não precisam de palavras. Porque eles estão na mesma página do livro de receitas do amor. Daí eu retorno para Cássia Eller e penso que, mesmo em meio a metamorfos e intrigas familiares e assassinatos e, principalmente, vinganças, eles encontram são tranquilidade um para o outro mesmo em meio ao caos porque, juntos, amarram laços construídos em fitas de paz. Há uma força maior (a da atração? a da magia? a do amor?) guiando os dois entre os não-ditos, as não-miradas, as descobertas e permissões.

Ele protege o mundo. Ela o protege.

E enquanto eles se reencontrarem, seja com outro nome, seja com outro rosto, a gente poderá continuar acreditando no amor. E enquanto eles se reencontrarem, mesmo sem se reconhecerem, mesmo se as memórias falharem, a gente vai continuar acreditando no amor. Porque a gente sabe que existe. A gente sabe que todas as histórias de amor são sobre eles. Porque a gente sabe que o amor existe. A gente sabe. A gente sempre sabe.


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