• Kah + neereis

25-21 e a evolução da vida.

Atualizado: 10 de abr.



"But we were something, don't you think so? Roaring twenties, tossing pennies in the pool... and if my wishes came true it would've been you." (Taylor Swift, The 1)
Mas nós éramos algo especial, você não acha? Aos vinte e poucos anos, jogando moedas na piscina. E se meus desejos tivessem se tornado realidade, teria sido você.
"E o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia..."

Enquanto assistíamos a 25-21 não pudemos deixar de pensar sobre nossa juventude e todos que passaram por nossas vidas nos últimos trinta e tantos anos: ter vivido a época representada, usado as roupas, os celulares, a internet discada em chat com anônimos, o medo do bug do milênio, ter passado pelo "trauma" das cenas do 11 de Setembro e pensado em "como vai ser minha vida adulta nos anos 2000 SE EU SOBREVIVER" em várias situações que na época pareciam realmente o fim de tudo.


Ter vivido os anos 90 e os 2000 talvez tenha preparado melhor a nossa geração para a vida real, os encontros e desencontros. Quantos melhores amigos não deixamos para trás por termos mudado de escola e não termos como contactá-los? Como será que eles estão hoje em dia? Será que estão bem? Como era mesmo o nome daquela pessoa? Você ainda consegue reconhecer os rostos nas suas fotografias antigas? Esse drama, além de outras coisas, é um diário aberto dessa geração; um convite à nostalgia, mesmo que nem todos consigam se relacionar com a linha do tempo da trama porque a identificação com os sonhos, esperanças e motivações das personagens é algo palpável e pertinente a todas as gerações.


A vida é feita disso: encontros e desencontros. Amores que vão e vem. Nada é para sempre, nem que a gente pense e prometa e em algum momento você vai sorrir pela última vez com alguém que signifique muito para ti. Aprender a lidar com isso e aceitar que o que você viveu é o que importa, ter carinho com as suas recordações é o imprescindível. E é justamente isso que 25-21 nos proporciona viver.


Decidimos falar sobre três partes do drama que constituíram o que a gente acredita ser um ótimo desenvolvimento da história. 25-21 foi muito mais do que a história de um casal nos anos 2000. Foi também a história de amigos que tinham medo do futuro, mas que conseguiram avançar juntos em meio às dificuldades. Foi a história de conflitos familiares que só quem está envolvido consegue entender. Foi a história de três tipos de primeiro amor: aquele que acontece aos poucos e acaba, aquele que é à primeira vista e dura décadas, e aquele que leva anos para poder finalmente acontecer. E nenhuma dessas histórias é superior a outra porque toda história de amor é válida.


"Nothing lasts forever. Everything is momentary. They all flow away. And that's not always a bad thing."
"Nada dura para sempre. Tudo é momentâneo. Tudo segue seu fluxo. E isso nem sempre é uma coisa ruim."

Amigos inseparáveis

25-21 nos agraciou com um quinteto fantástico! Tão diferentes, tão complementares, esses cinco jovens foram se aproximando de forma natural e consolidando os laços do afeto de maneira realista, identificável. O que sobressalta aos olhos é a naturalidade com que tudo acontece entre eles, emprestando da vida real a maneira como esses encontros se dão: um é amigo de outro que é primo do terceiro que se aproxima do próximo que traz consigo mais alguém e, quando se percebe, ninguém sabe como começou e ninguém consegue pensar sem ser em grupo porque, ali, uma pequena família nasceu.


Para nós, um destaque muito especial é a relação entre as duas esgrimistas. No começo, Heedo era fã incondicional de Yurim, mas a convivência, agora como colegas de escola e seleção, trouxe à tela inimizade e tristeza. Nós odiávamos a Yurim dos primeiros capítulos e a evolução da personagem, consequentemente paralela ao nascimento do vínculo entre as duas, foi um dos pontos altos do drama: nos fez viajar pelas memórias e, mais uma vez, pensar na nossa adolescência e recordar quem esteve ao nosso lado em meio ao turbilhão de sentimentos que essa fase traz. Yurim e Heedo juntas era certeza de cenas ótimas e reconfortantes porque, uma era quem mais entendia a outra seja no esporte, seja na vida.


Uma consideração especial e que precisa ser citada é aquele momento em que amizade vira romance, algo que 25-21 ilustrou muito bem também! Jiwoong e Yurim viram o amor nascer entre as paredes da escola, enquanto dividiam castigos ou trocavam olhares durante o festival de música dos alunos. Heedo e Yijin viram a vida os aproximando sempre e todos os dias, tornando-se inseparáveis até perceberem que era amor antes mesmo de ser. E entre os dois casais, a maravilhosa Seungwan, quem nunca foi diminuída ou deixada de lado nessa relação.


"Meu diário daqueles dias está cheio de amor e amizade. Uma época em que a amizade e o amor eram tudo o que importava na vida e um tempo como esse dura apenas por um breve momento."

Dificuldades familiares são superadas por todos juntos?

Apesar de ter a trama centrada no início do romance entre os protagonistas, os primeiros minutos do drama apresenta três gerações de mulheres da mesma família, num jogo de espelhos entre a Na Heedo, sua mãe e sua filha, em linhas costuradas sobre as visões de mundo e as vivências de cada uma, numa experimentação de uma mesma realidade, mas com roupagem totalmente distinta. Ali, os conflitos geracionais foram bem definidos desde o início e foi gratificante perceber que, mesmo sendo tão distantes, elas eram bastante parecidas porque elas eram família. Olhando com maior atenção para a Heedo, por exemplo, o contexto familiar dela é importante para clarificar sua forma de agir e pensar, uma vez que ela cresceu, praticamente, sozinha.

KIM TAERI, VOCÊ É GIGANTE!!! ARTISTA!!!!

"Why do you root for me? Even my mom doesn't. (Por que você torce por mim? Nem a minha mãe torce)." Sabe aquele trecho da Cássia Eller em 1° de Julho, que diz "sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina"? Pois bem, Na Heedo! Por conta do trabalho da mãe como jornalista e, posteriormente, âncora do jornalismo de umas das maiores emissoras do país, e da morte do pai quando ela ainda era uma criança, Heedo teve de aprender a conviver com a solidão, mas levando consigo doses de esperança e entusiasmo no fundo dos olhos; era impossível não se contagiar pelos sentimentos dela! E quanto mais a história nos mostrava os mecanismos familiares dela, mais a gente entendia suas motivações, principalmente suas necessidades; sua decisão.


Baek Yijin deu vida ao meme "perdeu tudo, morando de aluguel" e trouxe à tela a ilustração do efeito dominó, ao demonstrar quantas pessoas podem ser afetadas e sofrerem compulsivamente por conta de algo que acontece a apenas uma pessoa. A falência do pai dele modificou a estrutura familiar da própria família, cerceando sonhos, apresentando dificuldades; roubando o brilho da esperança daquele que, um dia, ousou sonhar. Assim, ele assumiu responsabilidades que não eram dele e abdicou de suas aspirações para devolver a capacidade de voltar a sonhar para o irmão mais novo, para os pais. Quão importante foi ver a reunião dos quatro, no final do drama, ilustrando como sempre deveria ter sido?

Yijin, sem dúvidas, é o tipo de "azarão" por quem é impossível não torcer e ver o quanto ele cresceu, sempre sincero e respeitoso às próprias prioridades e desejos, foi a forma perfeita de encerrar o arco do protagonista, quem cumpriu sua promessa: "I'll reunite our family. I'll bring us together. (Eu vou reunir nossa família. Vou reunir todos)."


"How can I remove my family? My family is my everything / You both sacrificed your entire lives for me; now it is simply my turn to make that sacrifice (Como eu posso excluir minha família? Minha família é meu tudo / Vocês dois sacrificaram suas vidas inteiras por mim; agora é a minha vez de fazer o sacrifício)", afirmou Ko Yurim, um exemplo que pode ser correlacionado com o Baek Yijin, se analisarmos a devoção à família e a responsabilidade internalizada sobre serem os melhores que puderem para que as respectivas famílias possam estar unidas e, principalmente, bem. Yurim viu a oportunidade de salvar seus pais das dívidas através do esporte e, sem pensar duas vezes, tornou-se provedora, mudou de país, vestiu outras cores; foi hostilizada, recriminada, e viveu um pesadelo enorme por conta da sua decisão.

Mas, em momento algum, ela permitiu que houvesse escrutínio quanto às suas motivações porque, além de ser suporte financeiro aos pais, ela fez-se de escudo, escolhendo receber todas as pedradas da mídia para que seus pais tivessem sossego. Mesmo tão jovem, Yurim entendeu que a esgrima era a oportunidade de proporcionar uma condição melhor para a família, realidade de muitos jogadores de futebol brasileiro, por exemplo.


"The only thing I believe that will be constant in this world is gravity. I don't believe in anything to stay the same forever. Because believing in something like that sets expectations for how things should turn out. However, gravity is constant regardless of any expectations. That's why I can believe only in gravity."
"A única coisa que eu acredito que seja constante nesse mundo é a gravidade. Eu não acredito que qualquer coisa consiga se manter para sempre. Porque acreditar em algo assim, cria expectativas sobre como as coisas vão se tornar. Entretanto, a gravidade é constante indiferente de qualquer expectativa. Por isso que eu só acredito na gravidade.

O encanto do primeiro amor

E o numeral ordinal faz toda a diferença para essa sentença fazer sentido. Nem sempre ele dura para sempre, esta é a regra da vida porque, a própria vida, é uma sucessão de primeiras vezes. Mas o primeiro amor, apesar de não durar para sempre, na maioria dos casos, permanece vivo para sempre na memória de quem o viveu, e 25-21 vem nos mostrar a regra e a exceção de uma forma sensível, gentil, real; que abraça.

O amor entre Yijin e Heedo dá título ao drama que, desde o começo, mostrou que nos contaria uma história que retrata uma fase da vida; não ela inteira. Mas por que essa fase não pode ter lugar seguro dentro de quem a viveu pelo resto da vida? Baekdoo nos mostraram que pode. E é impossível não pensar neles em dois trechos específicos da Taylor Swift: "cause loving him was red (porque amá-lo era vermelho)", ilustrado nas cores dos carros dele do passado, dela do presente, e das malas de casal; "you know, the greatest loves of all time are over now (sabe, os maiores amores de todos os tempos acabaram agora)", por compreenderem seus sentimentos, seus desejos e sonhos, por respeitarem suas aspirações, suas verdades e necessidades. Sempre existiu (e existirá) amor, ainda que o amor não pudesse continuar de mãos dadas com eles; o suficiente para o encanto do primeiro amor ser um local seguro e confortável para eles voltarem de quando em vez.

“IT'S LOVE. I LOVE YOU, NA HEE-DO. I DON'T NEED A RAINBOW. (É amor. Eu te amo, Na Hee Do. Eu não preciso de um arco-íris)." NAM JOOHYUK, POR QUE VOCÊ PRECISA OLHAR ASSIM E NOS MATAR TODAS AS VEZES? PERFEITO!!!

A exceção à regra: Moon Jiwoong e Ko Yurim, colegas de classe e piores alunos da turma, o que começou como admiração unilateral, dele por ela e assumidamente, terminou com ela assumindo seus sentimentos primeiro porque ele estava nervoso demais para ouvir um 'não'. O primeiro amor suportou a distância durante as competições e planejou viagens internacionais porque, para eles dois, o primeiro amor também seria o único amor. *Ah, o romance!!* Foi lindo demais acompanhar os medos e receios e as batidas erradas do coração de um e do outro sempre que estavam juntos! Inclusive, precisamos destacar os closes nos olhinhos dele sempre que ela respirava perto dele, algo constante em todas as passagens de tempo, confirmando que algumas coisas, ainda bem, nunca mudam!

“Even if all you can give me is misery. I’m up for it. I’m fine as long as we’re in it together. (Mesmo se tudo o que você puder me dá seja angústia. Estou pronto para isso. Estou bem contanto que estejamos juntos nessa).” Ô, Jiwoong, a gente te ama!!!!
 

25-21 é uma história que inspira, apaixona, faz rir e chorar enquanto nosso quinteto cresce e nos mostra as versões de si mesmos, ao longo dos anos, numa ode às memórias que, adaptando a canção da turma do Chaves, sustenta a juventude eternizada no coração. Assistindo a 25-21 a gente reviveu nossos primeiros amores e amizades, e ficamos com o mesmo sentimento demonstrado nas cenas finais: foi bom te amar e espero que estejas bem.


Eles <3

Se você ainda não assistiu (semanalmente, a Netflix acrescenta dois episódios no catálogo, contando com metade do drama na plataforma), fica o convite para conhecer esse drama lindo e que é ótimo do começo ao fim!


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